O Presidente da República, João Lourenço, autorizou uma despesa de 201,2 milhões de euros para arrancar com a primeira etapa do Projecto de Expansão da Rede Eléctrica das províncias de Luanda e Icolo e Bengo. A autorização consta do Despacho Presidencial n.º 400/26, de 28 de Outubro.
Os números do projecto foram divulgados na página oficial do Governo de Angola e noticiados pelo jornal O País. A meta anunciada: electrificar mais de 125 mil habitações e chegar a mais de 500 mil habitantes nas duas províncias.
Onde chega primeiro
A primeira fase inclui o chamado Lote A, com o Porto Seco, a Funda, o Pólo Industrial de Viana, a Zona Verde e o Mundial. Se moras ou trabalhas numa destas zonas, este é o mambo que deves seguir de perto.
No terreno, o plano prevê três novas subestações, cada uma com 80 MVA de capacidade. Uma subestação é a instalação que recebe a energia em alta tensão e a prepara para ser distribuída a casas e empresas. O MVA (megavolt-ampere) mede a potência que essa instalação consegue fornecer.
A Subestação do Pólo Industrial de Viana também vai crescer, com um novo transformador de 40 MVA. Somando tudo, o Governo fala em cerca de 280 MVA de potência instalada a mais.
Nas linhas, estão previstos 55 km de novas linhas aéreas de alta tensão a 60 kV e a modernização de 48 km de linhas aéreas de média tensão a 30 kV. No total, são cerca de 103 km de infra-estruturas.
O que isto significa
Para quem vive nestas zonas, o objectivo é directo: mais casas ligadas à rede. Para as contas do Estado, é um investimento acima dos 200 milhões de euros só nesta etapa. E o facto de se falar em "primeira etapa" dá a entender que haverá mais fases.
Falta saber quando arrancam as obras e quanto tempo vão durar. Fica atento: quando as máquinas chegarem ao teu bairro, a banda vai notar.




