Os Estados Unidos votam hoje, terça-feira, 3 de Novembro, nas eleições intercalares que vão decidir quem controla o Congresso nos dois últimos anos do mandato de Donald Trump. Cerca de 250 milhões de pessoas são chamadas às urnas. Estão em jogo os 435 lugares da Câmara dos Representantes, 35 lugares no Senado e ainda 39 governadores estaduais.
Muita gente nem esperou pelo dia. Segundo a RFI, pelo menos um quinto do eleitorado já votou por antecipação, e a Euronews diz que esta participação antecipada está a caminho de superar a das intercalares anteriores. Hoje, em sítios como Fairfax, na Virgínia, os eleitores fazem fila para depositar o voto. Por causa dos fusos horários, as assembleias abrem a horas diferentes e, em alguns estados do Oeste, as urnas ainda nem tinham aberto.
Onde se joga a disputa
O Michigan, que Trump ganhou a Kamala Harris em 2024, é um dos estados a seguir: o democrata Abdul El-Sayed disputa o Senado com o republicano Mike Rogers. No Ohio, o democrata Sherrod Brown tenta derrotar o republicano Jon Husted. As sondagens dão os democratas bem posicionados no Maine, na Carolina do Norte, no Kansas e no Mississippi, todos estados que Trump venceu em 2024. No Texas, onde o democrata James Talarico concorre a procurador-geral, os republicanos gastaram 240 milhões de dólares em propaganda eleitoral.
O voto das minorias
O instituto Pew Research Center indica que 51% dos eleitores hispânicos favorecem hoje os democratas e 18% continuam indecisos. Entre os eleitores de origem asiática, o apoio aos democratas chega aos 56%. Dados citados pela RFI apontam que cerca de 15% dos afro-americanos terão votado em Trump em 2024, mas agora apenas 8% dizem preferir candidatos republicanos. Eleitores de origem indiana afirmam estar a mudar o voto por causa do racismo de que dizem ser vítimas.
A RFI refere ainda que a actuação da ICE, a polícia de imigração, contra imigrantes em situação irregular, que a rádio descreve como violenta, terá contribuído para a mudança de voto dos hispânicos. O mesmo órgão diz que Trump tentou mudar eleições locais para eleger mais republicanos, com o apoio do Supremo Tribunal.
O resultado vai dizer se o Presidente termina o mandato com o Congresso do seu lado ou com uma oposição mais forte no Capitólio. Com urnas a fechar a horas diferentes de costa a costa, o quadro final só deve ficar claro depois de contados os votos do Oeste.



